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sábado, 23 de novembro de 2013

Eu vi Ender's Game - um filme sobre conflito de gerações

 **** ~ ~ ~ SPOILER-zinhos ~ ~ ~ ~  ****

Faz uns dias, logo não vou falar com a emoção de quem acabou de sair do cinema. Mas vamos lá.

Ah, sim. preciso dizer que cheguei atrasada no cinema e perdi não sei quantos minutos do inicio >_< e certamente cenas importantes.
Quando eu cheguei estava numa cena do jantar em família falando de um teste e e sei la o que o menino ia pra um colégio sei la. E bom saber que peguei o bonde andando (alguem ainda fala isso?). Então nao me pergunte qual é a historia do inimigo nem o que eles estão tentando matar, não me pergunte pq estão recrutando crianças. Sei la!


O personagem principal é um garoto magrelhinho normal, sem nada demais. Não é o mais bonito, não é o mais forte. Talvez o mais inteligente? É meio a vingança dos nerds nesse ponto. O que eu acho legal. Chega de pessoas "ideias" sendo o papel principal. Curto essa vibe de gente como a gente. Continuando...

Dai que o menino chega la no colégio. Tem o tio equivalente a um diretor, tem a tia psicologa e tem as turmas e os coleguinhas. É meio quartel, meio colégio. Quero mt saber o que ele fez no teste, porque o tio diretor faz muita referencia a isso....


Esse filme pra mim teria um tom mais sério se todos fossem adultos. Porque sinceramente algumas vezes me pareceu que era um filme sobre crianças jogando vídeo game... Por outro lado, me pareceu uma representação da sociedade atual no sentido de conflito de gerações. O clássico e tradicional versus a nova geração (criativos e destemidos) mais especificamente eu diria no mercado de trabalho. O personagem principal representa basicamente isso. E os outros são como "deve ser" como é o tradicional. Como se espera.

Uma coisa que eu achei chato é que tava tudo dando muito certo pra ele. E tava ficando sem graça. Tanto é que a unica vez que ele falhou no filme todo foi quando eu disse "finalmente!!". E eu tambem senti falta foi do processo de aprendizado. Se ali é um lugar pra criar lideres e sei la o que, cade a parte do "fazer" um líder? Não vi. Ele simplesmente sabe tudo e da tudo certo. Pra mim, sem graça. O único momento em que ele ~aprendeu~ foi quando a menina foi treinar com ele la no campo que flutua e mostrou pra ele como usar a arminha la. E ainda assim eu diria que o proposito da cena é mais o bonding time deles do que o aprendizado em si. É só pra mostrar que eles estão amiguinhos (e talvez enamorados?)


As táticas dele são bastante interessantes durante o filme todo. Eu diria que ele não tem medo de usar todos os seus recursos. Se não me falha a memoria ele sempre aposta todas as fichas (mesmo algumas vezes sendo os próprios componentes do time). SEMPRE. Mas obtêm o resultado. Se a regra do jogo é que um integrante do time consiga cruzar o campo sem ser atingido, então vamos fazer com que isso aconteça, nem que eu use todos os outros pra proteger esse um. Eu não sei até que ponto a nova geração é assim. E se for mesmo também não sei se é uma coisa saudável. Mas pera... isso também é mencionado no filme! Volto no assunto depois.

Um fator que eu acho valido ressaltar. Ele consegue, mais de uma vez e com mais de uma pessoa fazer do jeito dele sem ser o líder. O que eu quero dizer é, ele não precisa estar na posição com o poder pra poder mandar. Ele simplesmente tem que fazer a cabeça de quem lidera e esse dará as ordens. Sim, manipulador! Se o seu problema é a sua reputação perante os outros, não tem problema. Você mantem o que você disse hoje e diz que mudou de ideia amanhã e faz como eu disse. Ninguem precisa saber! Afinal se sair da boca de um líder muito firme ninguém vai contestar mesmo...

Mas quando ele é o líder, nossa! Eles não podiam ter sido mais óbvios quando a representação da geração. Quando ele tem o time dele, que ele lidera, uma das primeiras coisas que ele fala é que quem tiver uma ideia pode falar, porque ele não tem que pensar em tudo sozinho, ele quer ouvir os outros. Ele aceita as diferenças e quer usar o ponto forte e cada um. Wow! Mas hein...

Como resumir a hierarquia tradicional? "Eu sou o chefe, eu mando. Você é subordinado e faz o que eu mando." Quem nunca viu num filme a clássica frase "eu não te pago pra pensar?" ou "quem pensa/toma as decisões aqui sou eu."? Hoje em dia (mas certamente não em todo lugar) a ideia é ouvir os outros, porque eles podem pensar em alguma coisa que você não pensou e isso não é ruim.

Eu acho engraçado que o tio diretor é tipo um velha geração que percebeu o talento e capacidade para liderança dele e não tem medo de apostar nos métodos dele.

Numa parte do filme é mencionado como ele faz basicamente o que é esperado. É como se ele (esse pré-adolescente pronto pra vida) soubesse como entender o ~inimigo~ outro e fazer o jogo dele. Só que uma vez que ele entende o outro, ele se "apaixona", encanta (não lembro como eles colocaram no filme). É uma teoria interessante. Quando você consegue entender muito sobre um ser, eu diria que é impossível não se apaixonar um pouco.

Voltando à questão de se é bom ou não uma sociedade que funcione assim, como tudo na vida tem seus prós e contras. Imagine não uma guerra como num filme, mas uma empresa: é valido usar todos os seus recursos pra chegar a um fim? No filme é meio inocente e ninguém morre. Mas se em vezes de congelar a arma matasse? É valido matar um exercito inteiro pra conseguir colocar uma bomba no inimigo? É valido fazer uma lavagem cerebral pra vender um produto? É valido colocar uma química a mais pra viciar seus clientes? Afinal o objetivo é sempre vender (vender = dinheiro = poder infelizmente) e pelo personagem principal não importa as perdas desde que se ganhe no fim.

Ao mesmo tempo que é um filme com cara de bobo e vídeo game, ele tem esse lado que o torna interessante. E a grande lição pra mim é a reação do menino no final.

G

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Trabalhe sua auto aceitação

Comece uma revolução
pare de odiar seu corpo
Tenho percebido mais e mais como as pessoas não se aceitam e como lutam contra o seu próprio "eu". Essas pessoas sempre estiveram aí, mas agora eu tenho percebido mais e melhor que isso na verdade é falta de auto aceitação. 
Acabei de ler um texto que foi compartilhado no Facebook que fala de um jovem rapaz gay que não se aceita cujo o titulo é "Queria ser hétero, mas não consigo". Eu nunca ouvi falar desse blog/site e não sei quais assuntos são tratados nele, mas gostei da abordagem do assunto. Mas isso somado a outras situações similares me fez pensar


Sinceramente eu queria fazer um texto que inspirasse a auto aceitação,  mas não sei se vou conseguir chegar lá. Queria passar alguns temas, mas minha cabeça pensa mais do que sou capaz de escrever.
Desde que comecei a ler mais sobre feminismo - no inicio desse ano - percebi que um dos temas tratados é aceitação. Li alguns textos no Blog da Lola relatando casos pessoas que não se aceitam por não terem o cabelo "ideial", por não serem magrinhas-modelo, por não ser conforme o padrão de alguma forma (mais textos de aceitação do corpo aqui). Para aqueles que não sabem vivemos numa sociedade que impõe um padrão. Nunca percebeu? A família feliz da margarina tem moren@s, negr@s, idos@s ou cabelos cacheados por acaso? A mídia vende essa imagem da família loira, dos olhos azuis, com cabelo liso e na idade certa (dificilmente tem alguém mais velho nas propagandas). Vamos combinar que o Brasil não é exatamente um país que concentra loir@s, alt@s, do cabelo liso. Esse grupo não nos representa como população. Mas pelo menos a inclusão tem acontecido de uns tempos pra cá (se por leis que obriguem isso ou não). 

A questão é que se a gente for esperar a sociedade mudar e achar um equilibrio para então nos aceitarmos como somos muitas pessoas ainda vão sofrer por estar fora do padrão. Então, enquanto isso não acontece  da forma e na velocidade que queremos temos que remar contra a maré e rejeitar esse padrão. Não existes duas pessoas iguais no mundo. Até os gêmeos conseguem ser diferentes então por que bolinhas eu tenho que ser igual a você? Por que bolinhas o fato de eu não ter o cabelo liso me faz inferior ou pior? Por que  alisar o cabelo é simonimo de "ficar mais bonita"? Não preciso dizer que nem sei se ainda conheço alguém mais ou menos da minha idade  que ainda não tenha alisado o cabelo. Qual o problema dos cachinhos e cabelos crespos???Qual o problema do black power? Eu acho tão legal! Eu já cansei de cabelos alisados. A coisa mais feliz é passar por alguém capaz de assumir seu cabelo.



Outra coisa que me incomoda é essa associação gordura = feúra. Você já ouviu ou disse a frase "é gorinh@, mas até que é bonitinh@". Gordinh@s são bonitinh@s. Gord@s são bonit@s. Pessoas acima do peso são bonitas. Uma coisa não impede a outra. Dizer que "é velh@, mas tem espirito de jovem" faz mais sentido afinal o quem é velho não pode ser jovem e vice-versa. Mas isso de dizer que beleza e gordura não andam juntos é ridículo.


Agora uma questão que é complexa é quando alguém de um determinado grupo (ou minoria) tem preconceito com o próprio grupo. É o negro que não gosta de negros, é o gay que não gosta de gays, é o gordo que não gosta de gordos e assim por diante. Isso acontece quando a pessoa compra tanto os preconceitos da sociedade que ela mesma passa a ser mais um julgando alguém na mesma situação. Como pode um negr@ ou gay ou gord@, que certamente atura comentários e passa por situações de preconceito, ser mais um apontando e recriminando outras pessoas na mesma situação? 

Bom, eu já to fugindo de onde eu quero chegar.
Eu acho que devíamos começar uma campanha tipo Free Hugs (abraços grátis) e chamar de Aceite seu Corpo. você é lindo do jeito que é. Nada de uns quilinhos a menos, de um alisamento a mais ou só se eu nascesse de novo.



O caminho da felicidade é a aceitação. É um processo, leva tempo. Mas é completamente possível  Acho que o primeiro passo é lembrar que o padrão é inatingível e ninguém está no padrão. Ele só serve pra reafirmar valores/fazer você comprar coisas que não precisa. Afinal, o shake-sei-lá-das-quantas só faz dinheiro porque pelo menos metade da população quer emagrecer. E só existe os alisamentos com os nomes mais toscos (japonesa, chocolate etc) porque todo mundo quer fazer dinheiro com a mulherada desesperada pra ficar no padrão. 

Eu sugiro que todo mundo comece uma revolução: ame seu corpo. Ame quem você é. Seja contra uma imagem padrão inatingível. Não engula esse padrão. Cuspa e faça o seu. Beleza para todos, de todos os jeitos, de todas as formas, de todos os tamanhos.
Não se esqueça do uso de photoshop e outras ferramentas que alteram fotos. Se ame muito! Deus não te fez assim por descuido, é tudo parte do plano Dele. Mas se você não acredita em Deus... Ah, nem todos os frutos de uma árvore são iguais, mas isso não quer dizer que seja um seja menos gostoso que o outro. Que graça teria se todos fossemos iguais.
Aceite sua individualidade. Aceite, usufrua e venda sua aceitação. 


domingo, 22 de julho de 2012

Eu vi Valente (Brave) *_*

***CONTEM GLÚTEN SPOILER***

Pela primeira vez fiquei ansiosa de verdade para ver um filme! Desde o trailler dela lutando por sua mão já decidi que não poderia perder esse filme. Sem contar o visual dela, claro. Aqueles cabelos... (LLLL) Foi amor a primeira vista. Eu praticamente não vi outros traillers. Só aquele já foi suficiente para quer ver a historia de uma jovem princesa arqueira ruiva com um 'q' de mulher independente  - feminista. =)

Com o tempo percebi que eu não fazia ideia da trama rsss Era uma menina que entrou na disputa de arco e flecha para não ter que casar forçada e tem incrivelmente ótima de mira. Tá, mas e o resto? Fui pro cinema sem saber. A minha grande expectativa se baseava em esperar que fosse um filme incrível e que eu me apaixonaria ainda mais pela personagem. Esperava um filme que me fizesse chama-lo de "o filme do ano". Afinal,é Pixar! Nesse momento a unica coisa que podia estragar o filme era ela terminar com um principe casando e sendo feliz pra sempre... ¬¬

Eu estava tensa no inicio do filme com medo de sair decepcionada. Amei as partes que me lembraram bastante minha amiga Bela. É dificil dizer no que elas não se parecem. Do cabelo ruivo ao lance das fadas e natureza. Tudo! Hm... Pensando bem , não sei se a minha amiga seria uma boa arqueira rsss

Percebi que o Pai seria um cara tranquilo e brincalhão (adorei a imitação dele da Merida pra mãe xD ). Mas como tempo fui ficando incomodada com a representação de um homem tão inutil! Sério mesmo que ele tinha que ser um molenga? A Mãe ser uma mulher forte e decidida que impõe respeito, tudo bem, afinal ela é a rainha! Mas por que, por que , POR QUE ele tinha que ser tão bundão?? Ele não sabe dar um discursinho, não sabe dar bronca, não saber ser um homem modelo ou se quer de respeito. Ele é muito legal e tudo, mas eu não ia querer ele como meu rei U_U

A Mãe é a tipica mãe que quer ensinar bons modos a filha. Como sentar, falar, se comportar, se vestir etc etc. Acontece que ela, assim como muitos adolescentes, não da a minima pra isso. Só que ela é mais profunda que isso. Ela quer ser livre, ela quer escolher o destino dela, ela quer ser dona de si. E de tão determinada que é ela não demora nada pra buscar por algo que faça a mãe dela ser diferente. Quando ela encontra a bruxa (que foi suuper participação especial, diga-se de passagem) eu vi que ela estava realmente disposta a fazer aquilo. Achei dela pensar duas vezes ou suspeitar da bruxa quando disse que muita gente reclamou dos feitiços (eu pegaria a dica). Mas ela negocia e leva um bolinho magico e faz a mãe comer. 
Achei ela quase fria ao ver a mãe passando mal imediatamente após comer. Ela levou mãe pro quarto, mas acho que foi mais pra saber se o bolinho tinha funcionado. Daí - TADAN- a mãe vira um urso! =O
Hm... tá. então essa vai ser a historia. Dai quando elas voltam pra cabana da bruxinha e ela diz aquele velho segredo para o feitiço perder o efeito:  vocês tem que aprender uma com a outra, perder o orgulho e trabalhar em conjunto. Acho que já vi isso antes (apesar de não haver a troca entre elas o conceito é o mesmo)... Pois bem, saquei qual era a do filme logo. Mas isso não tirou de forma alguma a graça do filme.

Preciso dizer que achei uma graça da mãe de ursa sendo uma lady. E como tal continuava com trejeitos e delicadezas tipicas ^^. E o que seria de uma rainha sem sua coroa! Sim, ela usa a coroa xD 

Quando saíram do castelo saquei logo que seria o momento da mãe aprender com a filha. Ao ar livre, no bosque (ou floresta sei la) não da pra bancar a dama por muito tempo. Tem que perder a frescura rs. E claro que falta de frescura é com a Merida. Choray com a cena delas pescando e tudo .Lindo *-*
Mais pra frente é a vez da filha lembrar tudo aquilo que a mãe tentou incutir na sua cabeça, para fazer um discurso de improviso. E a mãe vê que todo seu trabalho não foi em vão e fica super orgulhosa dela. Liiindo again *-*

Eu sabia que tinha urso na historia, mas eu achei que ele era vilão (sei la... aquela sombra misteriosa no poster pra mim era coisa de vilão), mas como a mãe era o urso eu fiquei confusa. Só fui entender melhor quando apareceu o outro urso. Bom, não da pra chamar ele de vilão. Alias, eu não diria que existe vilão nesse filme. Mas, sim, ele da medo e não esta ali pra ajudar. Por pura logica sabia que pra derrotar um urso teria que ser de urso pra urso... 

Se você se confundiu com o nome ou mesmo o trailer e esperava uma princesa que fosse a caça, que cortasse cabeças e daí teria o nome valente, você está redendonda, quadradamente, triangularmente, pentagonamente, octogonamente enganado! A valentia dela não se mostra dessa forma, mas sim em como ela defende sua mãe de todos os homens e em especial seu pai. Sim, ela desafia o pai para proteger sua mãe! Mais coragem que isso? Sei não hein... Com sua mãe toda amarrada por todos os homens do reino sedentos pela morte de um urso ela surge e contra todos defende a fera, sua mãe. Lindo! E por sua vez, que mãe que não se desamarraria e arrumaria forças sabe-se la de onde pra defender um filho em perigo? Acaba que, sim, é um filme de princesa com uma historia de amor. Mas a surpresa é que é amor materno, é amor de mãe e filha e vice-versa. É um filme com conteudo. Afinal, é Pixar!

Eu achava que a Pixar estava em crescente. Eu conto a partir de Nemo. Amei Nemo! Depois AMEI Wall-E (L). Up me deixou sem palavras! Com 15 minutos de filme eu ja estava chorando!!! Eles estavam ficando bons demais nisso. Daí veio Toy Story 3 pra te pegar pelo core. Usar aquele que foi o primeiro filme deles. Aquele em que você ainda era uma criança, assim como o menino Andy. E que anos depois cresceu. Cresceu junto com a empresa, cresceu e provavelmente não é mais uma criança. Cresceu e pode se identificar, mais uma vez, com o Andy por inumeros motivos. E reviver aquele momento em que você teve que se disfazer do seu Woody e seu Buzz. Quem não teve um? Ou mesmo se despedir de grandes amigos,  grandes companheiros, amigos de todas as venturas. Eles foram espetaculares no TS3 *-* Choray horrores! Ainda não tenho coragem de reve-lo...

Mas... por algum motivo, não achei que Brave foi um degrau acima nessa escada de sucessos. Uma boa historia - meio batida, mas ainda assim vocês todos viram Avatar e ele não deixa de ser uma nova versão de Pocahontas - bons personagens (a Merida, a Mãe - achei o pai bla, ja disse), uma animação muito boa como sempre e ainda um toque de revolução. Um filme de princesa sem principe - essa foi a melhor parte pra mim. Reparem que em nenhum momento foi mencionado um odio ao casamento. Nada disso. Ela simplesmente quer a liberdade de escolher quando e com quem casar. Ela não se sente pronta para tal papel. E então elas mudam o sistema \o/ Sim, elas! Elas, porque o pai é bundão demais pra tomar qualquer partido. Acho que ele não precisava assim tão assim, de verdade mesmo.

Acabou que foi um bom filme, mas que eu não chamaria de "filme do ano" apesar de tudo. Não teve príncipe (obaa), amei a personagem (obaa), historia profunda (obaa), mas sei la.. E fiquei com gostinho de quero mais. Amaria uma seguencia com novas aventuras. Queria....  fiquei querendo ainda um não-sei-o-que. xD

Moral da historia: quero ela na minha coleção!

E vou deixar um outro texto pros interessados: "essa princesa tem mãe!"
*Vou acrescentar aqui mais um texto que eu achei muito bom que é até mais completo que esse outro aí em cima. O blog chama-se Pernície :) e para ler o texto clique aqui. Ela começa láaa na primeira princesa, a Branca de Neve, e vem, cronologicamente, citanto as princesas e suas evoluções (ou falta de) até chegar em Valente/Merida. Incrível. 

Linda ilustração que achei

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Nomes


Sabe a história do Jacó Preto? Se você dizer que não eu digo duvido. Vou te dar uma dica: tem um Eduardo na história do Jacó. Ainda não sabe??? Duvido de novo! Você pode até não acompanhar a historia mas que você ouviu falar, isso já!. E se eu falar que na verdade o principal da história não é o Jacó e sim uma menina chamada Isabela, isso ajuda? Ainda não sacou que eu estou falando de um certa saga que tem nome de por-do-sol? Pois é. Sem os nomes originais, sem serem traduzidos, fica mais difícil descobrir. Caso você tenha se tocado já na primeira dica você provavelmente já tinha pensando ou visto isso antes rs Eu apenas troquei Jacob Black por Jacó Preto, Edward por Eduardo e Isabella por Isabela. Pronto, the magic is done! 

 Lembro que em algum momento da minha vida escolar - primario ou fundamental, - eu ouvi que nome não se traduz. E eu levava isso bem a sério. Mas comecei a ficar confusa quando em algum momento, mais recente, eu descobri que Joana D'arc não era Joana! Ela, na verdade, é Jeanne d'Arc. =O Jeanne é Tipo um correspondente francês ao nosso Joana, tá, mas eu aprendi que nome não se traduz! E pior em inglês é Joan Of Arc! Tipo traduziram tudo! até o Da Arca. Daí eu fui vendo outros nomes de ~ famosos~ tipo, Cristóvão Colombo, Napoleão e essas pessoas. E os nomes deles sempre mudam de língua para língua. Christopher Columbus (inglês), Critóbal Colón (espanhol), Christophe Colomb (francês), Cristoforo Colombo (italiano). E olha que eu nem peguei línguas desconhecidas ou estranhas e ainda assim a grafia muita bastante. Ai eu me pergunto, porque que mudaram o nome do cara? Nunca vou saber. 

Nome das meninas

Depois disso eu fiquei pensando em nomes de países. Por exemplo, Alemanha que em inglês é Germany. NADA A VER. E Japão que em japonês é 日本 . Nesse caso, tudo bem que eu não sei ler nem escrever isso, mas acho que a pronuncia deve dar né. Acho que eu consigo aceitar essa coisa de aportuguesar, mas trocar completamente... 

Nome dos meninos

Outra é quando trocam os nomes em filmes como eu fiz com Crepúsculo. As vezes trocam. Como eu não vi dublado eu não sei dizer se traduziram eles. Mas eu sei que geralmente traduzem em animações. Por exemplo, no filme Os Incríveis da Pixar eles traduziram os nomes. Mas assim como muitas piadas eles acabam fazendo adaptações até porque é pra criança etc. 

 Bom, eu acho que fui enganada porque nomes próprios se traduzem sim, bom, pelo menos pelo que eu entendi.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

HOMEM, FAÇA A SUA PARTE


Só queria deixar uma sugestão para você. Os textos são sobre feminismo. Como os textos são bons não me sobra muita coisa pra dizer além de LEIA \o/
Textos do blog Escreva Lola Escreva

1) HOMEM, FAÇA A SUA PARTE: Sou parte do problema. Todos nós somos. Você também.

2) Pra quem não gosta, todo feminismo é radical - "Misandria = ódio ou desprezo pelo sexo masculino. Feminismo =  movimento que defende direitos iguais e uma vivência humana liberta de padrões opressores baseados em normais de gênero."

3) Professora trabalha gênero na primeira série - "Gênero (feminino/masculino) é uma questão importantíssima, mas que raramente é discutida nas escolas."


sexta-feira, 16 de março de 2012

Um pouco mais de noção no Dia da Mulher


Hoje eu li no blog da minha amiga Bela seu post sobre o tal dia internacional da mulher -_-  Na verdade eu fui lendo outros e cheguei nele. Dai que ela usou muitas referencias e eu gostei de duas delas, o video e um texto, na verdade o blog do texto rs. E para você não ser pego de surpresa não são textos romanceando o dia da mulher e sim criticando essa visão deturpada dele. O texto é feminista e o video... Bem o video é pro mulher sei la como dizer, vai la ver e descobre (é lindo *_*). Dai que desse primeiro texto, que era cheio de links para outros textos do blog, eu fui lendo mais um e mais um e mais um e li sei la quantos posts do blog da Lola

Eu sempre achei que eu tenho uma feminista adormecida dentro de mim. Adormecida basicamente pela minha preguiça. Não sou muito uma pessoa de ler e lutar por ideais então ser feminista seria muito ~cult~ pra mim. Dai que eu concordei com muitas coisa que li e hoje eu to cheia de vontade de escrever alguma coisa - ate porque já faz tempo que postei alguma coisa aqui né. Então vim pra casa pensado mais ou menos o que eu vou escrever - se conseguir escrever com o cachorro aqui né. [para de lamber o mouse, menino!]

Então se você deu uma olhada nos links (recomendo) eu vou pela linha das mensagens para as mulheres neste "dia especial" (que tambem tem no blog da Lola). Ela conseguiu mostrar umas mensagens muito ruins que sinceramente meio que me ofenderam até. Veja esta tiradas o tumblr


[sem latir, meu bem] E esta:  


Como disse a menina do Tumblr, essa ultima esta mais para "Cala boca, vadia, que eu to te homenageando". Nessas horas vale lembrar que "se não for dizer uma coisa agradável, então não diga nada". Aprendi com Bambi e vale até hoje. Enfim seria muito bom você pudessem pelo menos ler o que eu li para saber where i'm coming from com tudo que eu penso em escrever aqui. 

Bom. Pra começar eu posso dizer que essas mensagens com palavras chaves tipo "força", "guerreira" "beleza" "cheia de garra" "sensível" "vida" "mãe" não me compram U_U . Tudo muito genérico e repetitivo. Até mesmo vazio. E me baseando pelo que eu li sobre aceitação, tambem do mesmo blog, eu acho que é tudo muito falso a ponto de não sabermos mais o que é o normal.

Ta, tudo muito confuso, não era assim que eu queria o texto =\

A mídia influencia muito (muito, não, excessivamente) na nossa visão do que é belo, do que é o certo. Do que é o normal e aceitavel. Acontece que como somos seres humanos não somos assim tão perfeitos e simétricos etc. E isso é mais cobrado quando se é mulher. Mulher é o acessório decorativo-atrativo de quase tudo. Digamos que 90% das capas de revista são mulheres e quando mais fútil mais certo de ter mulher na capa. Photoshopada, com a atual noção de corpo perfeito, cabelo perfeito, peito perfeito, a bunda perfeita. Propagandas tambem, afinal, "mulher vende". Já tá tão forçado que está mais para uma imagem de computação gráfica muito muito boa do que para uma pessoa que realmente anda, come, respira. Enfim...

Daí que se você é mulher ou você faz o que espera-se de você ou você está errada.
Se a mulher 
está solteira - está errada
comenta de um casal - solteirona, está errada
se é magra - está errada
se é gorda - está errada
se não gosta de salão de beleza - desleixada, está errada 
se não faz as unhas - está errada
se não retoca a pintura no cabelo - está errada
se não sabe cozinhar - está errada
se não gosta de compras - experimentar roupas - está errada (mas isso ainda pode ser considerado 'bom')
se não quer casar - está errada
se pega todo mundo - vadia, está errada
se é muito decidida - está errada
se é indecisa - está errada 
se não usa maquiagem - está errada
se usa muita maquiagem - está errada 
se não sabe combinar roupas - está errada
se não esta na moda - está errada
se não depila - está errada
se gosta de jogar bola - está errada
se sabe dirigir - é um perigo, está errada
se tem um cargo alto - o pessoal desconfia

Já reparou que se uma mulher agir como um homem com relação aos negócios as pessoas não vão gostar dela como antes ou vão duvidar de como ela chegou ao cargo? Se ela é fria, racional ela é automaticamente uma megera. Se o homem age assim ele é o cara e ainda é admirado pelos outros, sejam eles homens ou mulheres. 

O que não dizem nas mensagens do dia da mulher é que: ser mulher é ser reprimida. É não ter a liberdade de fazer o que você quer. É ter a obrigação de agradar (como disse a tia do video que eu mencionei la em cima) o homem e a sociedade. E com isso tem as que cedem e ficam nessa eterna briga com o que vê no espelho e o que vê na mídia gastando fortunas e em plasticas, academias, implantes, retoques, roupas, acessórios, e qualquer outro tipo de tortura sem nunca alcançar a felicidade; tem as que aprendem a fingir que são isso (como nesse video aqui em baixo); tem as que lutam contra isso. 

Aqui o video:

Eu não me encaixo muito no padrão do que a mulher é\faz nem de moda, nem de cuidados de beleza\ cosmética, nem de sei la mais o que. Eu tenho um lado feminista adormecido e um outro que é meio menino (mas, sim, eu sou hétero).

Eu ainda estou em uma sociedade que pega relativamente leve considerando os lugares em que elas são proibidas de participar da sociedade (seja votando, trabalhando, estudando) e ainda são abusadas (fisicamente, mentalmente, psicologicamente, sexualmente, espiritualmente) vendidas e compradas como objetos. 

Ser mulher não é essa magia mal relatada que tentam vender com rosas no dia da mulher ou dia das mães, ser mulher é isso tudo que eu disse - e que eu não disse, mas está nos outros textos que eu citei ou você já sabe. É preciso redescobrir de fato a graça de ser mulher. O respeito por ser mulher. A aceitação do que vem junto do ser mulher sem achar que isso é errado ou anormal. Existe uma necessidade muito grande da sociedade, das pessoas mesmo, aprender a aceitar o outro, o diferente. O diferente só não, o individual. As individualidades. Temos que entender que não fomos feitos numa linha de produção fordista e que portanto somos diferentes mesmo.

Em um dos textos do blog que já citei ali em cima  eu vi a seguinte historia (ctrl c + ctrl v)

Na matéria do jornal sobre cirurgia plástica, mais de uma menina diz ter passado por bullying na escola. Sem peito pra mostrar, elas eram ridicularizadas e chamadas de “retas”. E, claro, em vez de combatermos o bullying, corrigimos o diferente. Mas não é o corpo com seios pequenos, ou com seios grandes, ou com seios assimétricos, ou com seios caídos, que está errado. É o bullying, ué — este bullying que se baseia num padrão único de normalidade para toda forma de aceitação e tolerância.  

E ela exemplifica perfeitamente o que acabei de dizer. Isso para mim é uma mente fechada. Cultural, mas ainda assim uma mente fechada.

Daí é isso. Eu não quero ser uma barbie. E gostaria de passar isso para meu filhos - seja menino ou menina. Um pouco de chance de poder ser o que você realmente é sem ter que se enquadrar em uma imagem ideal. A chance de ser o melhor que você pode ser sendo apenas você. fim

terça-feira, 14 de junho de 2011

Quando deixamos o outro invisível


Hoje eu vi um vídeo que me fez pensar e eu resolvi escrever esse post. O vídeo ta só lá no final, mas vale a pena. Bom, hoje na aula além de ver o tal vídeo rolou a situação que o vídeo representa: pessoas vendo qualquer coisa no celular e ignorando o mundo a sua volta.

Hoje em dia os celulares fazem tudo, só não lavam sua roupa (ainda). E acaba que nós ficamos muitas vezes dividido entre o mundo real e o mundo virtual. Há uns 3 meses atrás eu arrumei pra mim um celular 3G que tem WiFi e tem todos aqueles icones de Twitter e Facebook e Orkut (não sei pra que Orkut, mas tudo bem) e entra no Hotmail e no MSN e tal. Gosto dele. =) E assim como eu várias pessoas tem celulares e smartphones que fazem essas e outras um bilhoes de coisas. Pelo meu Twitter eu já vi pessoas que tuitam de bar, de festa, do mercado, da fila, do onibus, do shopping e tal. Mas eu acho que essa nova possibilidade que a internet móvel nos trouxe, trás e trará pede um pouco de ética e noção mesmo. Tudo tem lado bom e ruim. Tudo tem que se aprender a usar. E mais importante, tudo tem um limite.

Tambem saiu uma materia na revista Superinteressante que abordava o tema Etiqueta Digital e eles colocaram 24 situações\temas que você pode ver no link ali. E eu super acho que uma ética digital ou etiqueta digital deve ser criada e difundida pra essa galera mais nova que apesar de ter nascido com a tecnologia precisa ser educada sobre o assunto do mesmo jeito que precisa ser educada sobre outros. E até mesmo o pessoal que já foi educado há muito tempo também precisa ser educado sobre isso. Só que o difícil é descobrir o que pode e o que não pode. Algumas coisas são óbvias, mas outras nem tanto.

Bom, certamente eu não vou ser a pessoa que vai vir com as respostas, mas posso comentar o que eu acho certo ou adequado e errado ou inadequado. Me baseando no texto da super já citado eu colocar o que eu acho aqui.

Colocar o celular sobre a mesa: eu acho completamente desnecessário. Primeiro que dependendo de como você é em relação a ele você pode ficar tentado a usar. Depois que pode parecer que você quer se mostrar e por ultimo alguém pode pegar.  Mas se você o colocar junto com outras coisas como carteira e chave e sei la mais o que pelo simples fato que incomoda no bolso então faz sentido.

Deixar mensagem de voz ou mandar SMS: eu acho esse tema bobo, mas pessoalmente pra mim tanto faz. Só que eu sei que quase ninguém ouve mensagem de voz então o SMS será lido, mesmo que seja tarde demais.

Rolou um tédio na reunião então pode usar o cel: sinceramente? Não. E leia reunião como qualquer tipo de agrupamento de pessoas: aulas, conferencias, reuniões de empresa ou com os amigos. De forma geral eu diria não. Ainda mais quando o grupo não é grande o suficiente e você fica óbvio. Se bem que se você estiver num situação com os amigos pode ser mais aceitável, mas se você sai com eles e depois os exclui pra ficar online eu acho... Sei lá, não faz sentido.

Ligação importante na reunião: leia reunião como qualquer agrupamento de pessoas. Pela amoorrr..!! Saia pra atender! Pior que o telefone tocar, pior do que você ir atender é você atender ali, no meio de todo mundo e falar GRITANDO! Fim da picada.

Teatro chato, pode brincar no cel: E eu vou juntar teatro e cinema. Primeiro de tudo, telefone sempre sempre sempre no mudo, silencioso, vibra call ou o nome que quiser dar. Dica: se vc não sabe é só pressionar a sua tecla # do teclado por uns 5 segundos e pronto! E na minha opinião NUNCA se atende ligação durante nenhum dos dois. E tenho dito. Vai lá fora e atende se for o caso.

Dar unfollow: Por mim vai lá e dá ué. Só que o texto da Super fala de um tal de Tweetfilter - acessório do google chrome - que esconde os tweets sem dar unfollow na pessoa. O que pra você da no mesmo e você ainda sai bonito na foto.

Ringtones personalizados: você tem grandes chances de pagar mico, mas pra mim... o mico é seu você faz o que quiser ^^

Escutar musica no trabalho: Desde que não impeça de você trabalhar, não atrapalhe ninguém (ou seja, use fones de ouvido) e não impeça que falem com você ou desde que isso não deixe você alheio ao ambiente acho que tudo bem. Mas também depende do seu chefe né rs

Fones de ouvido que vazam o som e atrapalha todo mundo: Conheça os fones in-ear =) Ele tem uma borrachinha que encaixa no ouvido vedando-o. Magico! Eu particularmente adoro. Mas se você é bichinha e diz que não gosta e mimimi então por favor abaixe o volume que isso é o mínimo que você pode fazer.

Besteira no twitter, apaga ou deixa: Olha o twitter é seu então se você quiser eu acho que você tem todo o direito de apagar o que quiser. Mas isso não quer dizer que ninguém viu.

Perfil de casal: Criar um perfil pra você e seu namorado(a) 1º eu acho roubada 2º credo! Eu acho patético. Assim como vocês são 2 indivíduos eu acho que cada um merece o seu perfil próprio.

Marcar foto dos amigos bêbados: Eu acho sacanagem

Bom pela revista é isso - mas eu pulei alguns que fogem do que eu quero falar. Na verdade nem tudo desses tópicos tem a ver com o que eu quero falar, mas fica aí pra você pensar no assunto.

Eu acho que futucar o celular no meio de outras pessoas e de uma conversa é um tanto desagradável para outras pessoas. Não vou dizer que eu nunca fiz isso. Mas eu tento me controlar. Eu acho que uma mensagemzinha rápida tudo bem, mas conversar via mensagem ou mesmo entrar nas redes eu acho um pouco demais. Cinemas, teatros, apresentações de modo geral o celular deve se manter no silencioso. Sempre!

Não sei porque mais brasileiro tem mania de falar alto no telefone. Cara! Se toca, eu não quero ouvir sua conversa! O que me lembra rádio. Odeio rádio. Que coisa inútil essa de falar no viva voz! Pluga um fone ou usa cel de gente normal. Você não fica mais importante porque usa um radio, na verdade você aumenta suas chances de parecer um babaca.

Agora vou finalmente mostrar o tal vídeo.

 Disconnect to connect

Repare que as pessoas ficam invisíveis. E você sabe que é verdade. Parece que ficamos surdos e alheios ao mundo enquanto nos perdemos no mundo que o telefone nos apresenta. Quando você faz alguma coisa no celular, você acaba deixando as outras pessoas invisíveis e é como se você estivesse sozinho no mundo fazendo sei lá o que no celular. Se você está realmente sozinho ok, mas sei você está com outras pessoas, porque então não aproveitar a presença delas? Afinal o mundo real pode ser muito melhor e mas interessante. Não digo sempre, mas perder uma viagem ou um momento legal por causa de um celular é meio caído né.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Por que é nojento?


Na semana passada eu vi que logo abaixo da dobra do meu dedão do pé tinha um pedaço de pele saindo de uma bolha que secou ou sei la. Já ficou com nojo nessa parte? Calma, ainda nem comecei.

Por pura falta do que fazer e sei lá mais o que eu tirei uma foto (essa daí de cima) e postei no meu Face xD Uma foto de pertinho, nem pegou o pé todo. E nem tava nojento. Era só um pé limpo com uma pele saindo rs. A foto foi ganhando comentários variadas de formas de nojo e de meninos ainda! Logo os meninos que devem fazer coisas mais nojentas que isso, mas fazer o que, tudo bichinha. Aí do nada brotou gente que eu nem conhecia (2 pessoas) e comentaram na foto O_o e disse o mesmo que os outros, claro. A questão é que eu não acho pele nojenta. A gente vive encostando em pele, nossa e dos outros, e somos coberto por pele, cara, que que tem demais?? Tudo bem se as pessoas sentissem nervoso ou sei la, entendo que não queiram ver, mas nojento não é u_u
Eu fiz meio de proposto pra ver o que iam falar mesmo rs (e pq eu não tinha nada melhor pra fazer). Eu juro que entenderia se fosse alguma coisa infeccionada e\ou com pus e saindo coisas de dentro e\ou gosmento e tal, mas era simples e puramente pele.

Daí que uma vez eu vi num programa que falava sobre o desenvolvimento das crianças e em um dos episódios eles comentaram essa coisa do nojo. Nojo é uma coisa que se aprende, sabia? As crianças são ensinadas a ter nojo de certas coisas. Nojo também é uma forma de evitar coisas que possam causar alguma mal ao corpo. Mas as vezes é pura frescura mesmo.

Sabe aquela comida que ficou esquecida e que criou fungo e que o fungo cresceu muito e daí virou quase uma floresta de fungo que ta contaminando tudo? Então comer aquilo certamente não deve fazer bem. Só que ao invés de só pensar "poxa estragou" de forma geral pensamos "QUE NOJO!!" daí jogamos no lixo e limpamos tudo - os mais mais jogam logo o lixo fora pra não correr o risco o fungo comer ele - e desejamos esterilizar a casa, a gente e a alma também. (não sei, acho que exagerei um pouco rs)

Infecções também são nojentas. Demais até. Aquele bando de coisa viva querendo sair da pessoa nunca é legal de ver. (fiz a triste escolha de jogar 'infecção' no google imagens. Socorro, não vou dormir hoje). E acaba que de vários sentimentos que poderíamos ter em relação a isso nós curiosamente ficamos com nojo - como se por acaso a gente corresse o risco de lamber uma infecção fora da validade por aí O_o

Mas tem nojo que não faz sentido. Nojo de sapo, minha cara Sabine, não faz sentido. Eles são apenas bichinhos da natureza. (Não que eu os queira pulando perto de mim). Eu infelizmente não to lembrando de outros nojos sem sentido =\ Mas antes que aqueles que me conhecem falem sobre as benditas baratas eu não me considero com nojo. Eu não faço nem cara de nojo eu simplesmente pulo e saio correndo querendo aquilo o mais longe de mim o possível. Eu considero tipo um pavor ou fobia rs.

Enfim! Nojo.
Uma boa prova de que nojo é aprendido está na cultura. De forma geral comer certos animais na cultura ocidental gera um certo nojo (em especial se for vivo). A cultura oriental é livre dessas coisas né. Indianos e chineses são os primeiro que me vem a cabeça com relação a isso. Cada história que surge sobre como são as coisas la... =S  Afinal nojo é coisa de mauricinho ocidental criado com mamãe protetora.
Acontece que quem nasceu e cresceu lá não acha nojento - alias to me perguntando o que porventura eles achariam nojento pq NE!

Uma vez eu ouvi que um pessoal lá no Peru, obviamente não o povo da cidade, na verdade as mulheres elas usavam\usam uma saia por cima da outra, dessas saias grandes até o pé, pra proteger do frio ou qualquer coisa assim. Só pra pra fazer xixi elas se agachavam e faziam ali mesmo. Eu imagino que aquela ultima saia devia ser mais que podre NE. De tanto xixi e sei lá mais o que que passava por aquela saia que Credo! E daí que lá, ou pelo menos dentre esse grupo, isso é normal. Ou seja, tudo bem vc pegar uma menina cheia de xixi na saia. Afinal era só a ultima saia e pra chegar nela vc tinha que passar por umas seis ou sete. Coisa pouca. Bobaj

Uma observação legal também é que coisas solidas dificilmente são nojentas. É muito mais fácil ter nojo de alguma coisa gosmenta, pastosa, úmida, de cores mais escuras ou bizarras, com coisas no meio e de alguma forma nem muito sólida nem muito líquida. Aliás você deve ter feito cara de nojo em algum momento até o final da última frase rs

Daí que você incorporou que certas coisas são nojentas quando nem sempre são. E minha pele não é nojenta!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Ser brasileiro é...

Na minha aula de hoje falamos um pouco disso [mas não com esse titulo]. O povo brasileiro é um mistura pura, mas isso todo mundo já sabe, não é novidade. Mas o curioso é que não há outro lugar que tenha o mesmo tipo de mistura no mundo, só no Brasil. Desdo nosso principio somos assim. Hoje nós somos o resultado do resulta da mistura. A nossa mistura foi natural e espontânea, diferente do resto do mundo. Foi todo mundo com tudo mundo. Eu ousaria ate te passar a receita do povo brasileiro:
"Na receita de hoje vamos precisar de:
- índios [uma xícara e meia]
- portugueses [3 colheres de sopa]
- africanos [8 xícaras e meia]
- outros europeus [uma colher de sopa]
- um pouco de asiáticos [ uma pitada]

Primeiro coloque alguns navios de portugueses junto a um tribo indígena da época de 1500 e coloque num território tropical bem grande. Misture um pouco. Adicione as xícaras de africanos e as colheres de portugueses aos poucos. E misture. Repare que a cor vai mudando pra cada elemento adicionado. Depois de misturar bem coloque uma colher de europeus e uma pitada de asiáticos e não misture.

Repita o processo. E depois que uns 200 anos misture as duas misturas. E o povo brasileiro está pronto!"

A primeira mistura foi dos portugueses com os índios [ou melhor as índias]. Estes seriam os primeiros brasileiros nascidos da mistura e na terra [nossa terra]. E não eram portugueses porque os próprios não o viam assim e não eram bem índios. Como no filme que eu vi, eram ninguém.

Quando começaram a trazer os africanos houve a outra mistura: portugueses com africanos[ ou melhor africanas] [e provavelmente africanos e índios] e os nascidos tambem não seriam portugueses e provavelmente terminariam com escravos, mas tambem não seriam africanos. Seriam [caboclo] ninguem.

E dessas misturas inusitadas nasceram muitos ninguens. E desse grupo de ninguém formou-se o imprecionante Brasil. Sem cor, sem cara. Muitos países querem ser puros ou tem um passado de 'raça pura', mas o Brasil não é e não foi um pais de raça pura [a não ser que consideremos os índios, antes dos portugas, como raça pura]. Somos todos misturados.

Nossa cultura mostra isso tambem. Ela tambem entrou na receita. Nossa cultura nada mais é do que uma grande mistura as cultura indígena, africana e portuguesa [e hoje em dia ainda incluímos americana]. As coisas mais marcantes dos três que eu acho é: o banho diário [indígena], o catolicismo [português] e para os africanos eu poderia dizer a religião tambem, mas eu acho que deles ganhamos a resistência. Pensa bem um povo que é arrancado de sua terra, de sua família, de sua vida pra ser escravo do outro lado do atlântico para pessoas que nem são de seu continente tem que ser muito forte! E não é só isso. Eles sobrevivem a isso e ainda conseguem reavivar suas crenças. E mesmo oprimidos eles contribuíram e muito pra nossa cultura! Ou você pensa que o batuque do samba, do axe, do funk veio na mala dos portugueses? Na verdade eu tenho a teoria de que tudo o é batuque hoje no mundo veio de alguma forma dos escravos [mas isso é outro assunto, outro post (que eu espero escrever)].

Voltando a força e resistência dos africanos... Se hoje a gente pode dizer: "sou brasileiro e não desisto nunca" eu tenho pra mim que isso veio dos escravos U.U Que sobreviveram ano após ano aqui sofrendo e lutando [claro que muitos morreram nos navios ou foram assassinados aqui, mas ainda assim os índios não aguentaram tanto!]

Nós somos isso. Nós fomos nadas e ninguem que viraram brasileiros com uma nova identidade, uma nova cultura baseada em outras e por isso somos únicos.


Gabi Loka

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Seleção natural não se aplica aos humanos!


Outro dia eu tava pensando... Sabe aquela historia da seleção natural? De que só os seres mais adaptados ao ambiente sobrevivem e passam seus genes a diante e bla bla bla? Sabe sim =P

Tipo se um grupos de... , digamos, zebras uma delas tem mais músculo e por isso ela corre mais ela tem mais chance de sobreviver. Mas se por outro lado uma das zebras nasce com ... Sei la um problema nas patas ou qualquer coisa assim ela vai ter mais dificuldade de fugir dos leões e portando deve morrer mais cedo sem a chance de passar a diante seus genes. Assim tambem com qualquer bicho que nasce com alguma coisa fora do normal dele: se ajuda na sobrevivencia ele fica e passa a diante, se não ele morre mais cedo e as vezes é até rejeitado pelas fêmeas e/ou bichos da sua espécie. Enfim você já entendeu como é que funciona ;)

Mas com a gente isso não rola tanto, porque temos a influência da medicina e criamos os direitos humanos e bla bla bla. Ou seja os seres humanos com alguma deficiência eles não são extintos pela seleção natural. Ela nem nos afeta hoje em dia. Nós criamos tanta coisa pra inclui-los na sociedade do forma que eles se igualem aos que nascem sem deficiência que ....enfim você entendeu.
Isso não é só pras deficiências mais drásticas não! O simples fato de usar óculos [é, eu uso ¬¬ ]
porque se vivêssemos na natureza como os bichos nós teríamos predadores e tal e a falta de uma visão perfeita iria atrapalhar na hora da fuga né. Imagina!
O homem tem essa mania de querer mandar na natureza, querer se fazer de Deus. Sempre aparece um robô tentando imitar o ser humano em alguma coisa. Já vi robô que é pra imitar a nossa visão, já vi um que anda e tem uma noçãozinha de equilíbrio, já vi uma mão robótica que faz quase tudo o que a mão humana faz [querem leva-la para o espaço] etc. Nessa da mão por exemplo eles ficaram todo orgulhoso em dizer que em 5 anos conseguiram fazer o que a natureza demorou séculos, se não milenios, aperfeiçoando. Mas eu não acho grande coisa não, esses robôs nunca vão chegar ao nosso nível! O máximo que eles conseguem fazer é um pedaço separado do outro e que não opera tão perfeitamente quanto o original orgânico. A complexidade do cérebro é uma coisa que robô nenhum vai conseguir reproduzir, que homem nenhum vai conseguir recriar. Não consigo imaginar a um robô que veja, que ande, que pegue as coisas, que saiba analizar perigo, que consiga operar 'sozinho'. O problema de todos os robôs é o mesmo, eles são limitados. Só o robô de mão não faz todos todos os movimentos que nós fazemos a mão é uma coisa muito complexa ela tem a capacidade de fazer uma infinidade de movimentos, de delicado e artesanal ao bruto. Podemos escrever, cortar, pegar coisas grandes e pequenas, digitar, trabalhar com as mãos de forma independente [uma mão segura e a outra escreve por exemplo], tocar instrumentos e todos são movimentos que precisam de uma capacidade de controle grande. Como eles mesmo disseram num programa que vi, passamos a infância inteira aprendendo a lidar com a nossa mão. 

Resumindo, o ser humano é muito complexo pra ser reproduzido, mas é muito metido a ser superior a ponto de achar que está acima das regras da natureza. A humanidade não presta ¬¬

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Pouco cerébro e muita bunda


Pra minha essa frase é o melhor resumo do país. Nós não fomos criados nem criamos pessoas para pensar. Nosso povo é submisso e ainda sem memória. Durante meu intercâmbio no Canadá uma professora disse para aqueles que pretendiam tentar entrar numa facul lá que vc não pode dar uma opinião sem dar um "porque" depois, se não você fica com uma imagem de ignorante no assunto. É totalmente cultural deles [de repente no EUA e na Inglaterra isso também aconteça]. Então pra quem fosse entrar na facul de la isso seria cobrado nos trabalhos. E outra eles tem a mania da pedir essay que poderia ser traduzido como redação, mas não é só uma redação é o relato de sua opinião num determinado assunto. Aqui a gente costuma contar uma historinha e pronto. (De repente no nível de vestibular eles cobrem no mesmo nível que eu estou comentando) Mas o problema é que a gente passa pela escola sem ser cobrado desse jeito e do dia para noite temos que descobrir como fazer um texto expressando nossa o opinião e nosso conhecimento sobre qualquer assunto. Esse é o erro, cobrar uma coisa que não foi ensinada.


Lá as crianças desda alfabetização já começam a fazer essays, claro que no nível de coisas delas, acho que sobre a família e coisas que crianças de uns 7, 8 anos podem contar. Mas tenho certeza que la pro que seria o nosso ensino fundamental e ensino médio o tal essay já seria mais elaborado.

Mas a nossa questão também é histórica. Afinal la no nosso passado triste de colonia a maior porcentagem da população era de escravos [não sei dar os dados corretos, mas era assim sim!] E por acaso vc já ouviu falar em algum lugar que escravo estuda?? Pois é, sem contar que só os rapazes mais mais ricos [moças e escravos eram excluídos] iam estudar na Europa [que fashion ^^] Porque mesmo com a lentidão dos séculos passados nós éramos ainda mais lerdos, ou seja, demorou-se uma vida e a vinda do Rei pra cá pras coisas mudarem um pouco e criarem um faculdade por aqui.

Continuando a aula de história [e tentando resumir sem perder a ideia, rs] depois que os escravos foram libertos e que deixamos de ser colonia e por fim viramos república a situação não mudou muito não! Na verdade, é curioso como na questão de educação ainda pensamos como naqueles tempos, ou seja, não é interessante para aqueles que tem maior poder [e creio eu que mais especificamente para os políticos] que os ditos pobres e ate mesmo a classe média 'pensem', porque [se liga na parada] uma vez que esse povo pensar e analisar todos lutarão pelos seus direitos, deixarão de cair nessas campanhas furadas e furrecas alem de não venderem mais seus votos [óbvio, uma pessoa que consegue se situar no pais que sabe seus direitos e deveres com sua nação e que tem tamanha instrução não venderia seu voto]. Sem contar que nós todos saberíamos o que cobrar dos políticos e ainda lembraríamos que nós não temos que nos submeter a eles, pois eles, os políticos, são nossos funcionários. E eles estão lá para nos representar e lutar por nossos direitos tanto é que temos o representante do país [que nos representa diante dos outros países], o de estado [pra cuidar um pouco mais especificamente daquela região] e o de município [que pode cuidar bem mais especificamente de um lugar].

Mas saindo dessa questão política, nós não seríamos arrastados pela ignorância nem nos deixaríamos vencer pela idiotice que anda sendo assistir um canal brasileiro popular



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